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- Representações sociais sobre não monogamias consensuais: estudo qualitativoPublication . Silva, Sara Carolina Moderno da; Portugal, Alda Patrícia Marques; Gonçalves, José Alberto RibeiroAs Não Monogamias Consensuais (NMC) são formas relacionais baseadas no consentimento mútuo, em que os elementos têm relações íntimas e/ou sexuais com múltiplos parceiros. Surgem como alternativas aos modelos monogâmicos tradicionais, desafiando normas sobre intimidade, compromisso e estrutura familiar. Apesar da maior visibilidade, as NMC continuam a ser alvo de representações sociais negativas, associadas a promiscuidade, instabilidade emocional e ausência de vínculos afetivos sólidos. Este estigma decorre da normatividade monogâmica, que considera a exclusividade sexual e afetiva como o único modelo legítimo. Este estudo de carácter qualitativo, teve como objetivo analisar as representações sociais da população em geral sobre as NMC, usando a técnica de associação livre de palavras, baseada na Teoria do Núcleo Central de Abric. A amostra incluiu 310 participantes portugueses, com idades entre 18 e 67 anos (M= 32,15; DP=11,11). Os dados foram recolhidos via questionário online e analisados com o software EVOC, considerando a frequência e ordem de evocação média das palavras. Os resultados mostram que as representações sociais se organizam em torno de três categorias principais: diversidade relacional, características relacionais e estigma/crítica social. Foram identificadas algumas diferenças relativamente ao género: homens destacaram a novidade, mulheres enfatizaram características relacionais e estigma, enquanto pessoas de género “outros” focaram a negociação. A variável contacto prévio com pessoas que estão ou estiveram em NMC mostrou-se relevante: quem teve contacto valoriza diversidade, características relacionais e novidade; quem não teve, associa as NMC à diversidade e ao estigma. Os resultados confirmam o impacto da normatividade monogâmica e a persistência do estigma.
