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Repositório Institucional da Universidade da Madeira

 

Entradas recentes

Diferenças do perfil físico e aptidão funcional entre jogadores de futebol e futsal
Publication . Santos, João; Santos, Francisco; Baeta Santos, Francisco José; Rúbio, Élvio; Gouveia, Élvio Rúbio; Gouveia, Elvio Rúbio; Gouveia, Elvio Rúbio
O Futsal e o Futebol são dois desportos praticados a um ritmo elevado (Kartal, R. 2016). A evidência científica sugere que no futebol a intensidade média varia entre 80-90% da FCmáx e o VO2máx entre 50-75 ml·kg-1·min-1, no futsal a intensidade média varia entre 85-90% da FCmáx e os valores de VO2máx entre 50-55 ml·kg-1·min-1 (Leite, 2016). A intensidade de um jogo de futsal é mais elevada do que um jogo de futebol, tornando-se indispensável uma elevada capacidade anaeróbia e uma maior presença da força muscular (Vaeyens, Lenoir, Williams, & Philippaerts, 2007). O presente estudo passou por analisar as diferenças ao nível do perfil físico e aptidão funcional entre os jogadores destas modalidades nos parâmetros da composição corporal, força muscular, resistência aeróbia e equilíbrio. A amostra foi composta por 14 jogadores (21.8 anos, 174.2cm, 70.8kg) de futsal e 24 jogadores (20.7 anos, 173.5cm, 73.3kg) de futebol da equipa B do Club Sport Marítimo, durante a época 2022-2023. Os praticantes foram avaliados nas variáveis da composição corporal da composição corporal (Inbody 770), força muscular dos embros inferiores (Isocinético Biodex System Pro 4), força explosiva dos membros inferiores (Optojump Next), flexibilidade (teste do Sit and Reach), equilíbrio (Biodex Balance System) e resistência cardiorrespiratória (COSMED K5). Em termos de resultados, foram verificadas diferenças significativas ao nível da flexibilidade, força muscular máxima, força explosiva dos membros inferiores e somente numa das variáveis da composição corporal, nomeadamente o conteúdo de água intracelular. Em todos os parâmetros mencionados, os jogadores de futebol apresentaram valores mais elevados comparativamente aos de futsal. Por outro lado, não foram verificas diferenças significativas na aptidão cardiorrespiratória nem no equilíbrio. Através do presente estudo é possível concluir que apesar de todas as semelhanças existentes entre a modalidade de futebol e futsal, existem realmente algumas diferenças relativamente ao perfil físico dos seus praticantes.
Efeitos do destreino de curto prazo na composição corporal, força, potência e capacidade anaeróbica de jogadores de futebol
Publication . Saldanha, João; Santos, Francisco; Baeta Santos, Francisco José; Gouveia, Élvio R.; Gouveia, Élvio Rúbio; Gouveia, Elvio Rúbio; Gouveia, Elvio Rúbio
Resumo O destreino pode ser definido como uma redução parcial ou interrupção total das cargas de treino, levando a uma série de adaptações físicas e fisiológicas. Estudos anteriores evidenciaram reduções significativas no desempenho de força e potência em atletas com diferentes antecedentes de treino após uma pausa de longo prazo (ou seja, períodos superiores a 4 semanas). Por outro lado, relativamente ao destreino de curto prazo (ou seja, <4 semanas), o nível de evidência é limitado. Portanto, até ao momento, não existe consenso acerca dos efeitos das interrupções de curto-prazo no decorrer da época, o que representa uma limitação da pesquisa atual na modalidade do Futebol. O objetivo do estudo é analisar os efeitos de uma paragem de 5 dias nas qualidades físicas de jogadores de futebol, em que os participantes foram avaliados em dois momentos, pré e pós interrupção, no que diz respeito à sua Composição Corporal, Força Máxima de Abdução e Adução da Coxa, Potência Muscular (Saltos Verticais) e Capacidade de Sprints Repetidos (Teste ‘RAST’). Verificaram-se diferenças significativas apenas na Capacidade de Sprints Repetidos, tendo o desempenho geral da equipa piorado, no tempo total de execução, na potência pico e na velocidade máxima atingida no teste ‘RAST’. As restantes avaliações parecem não ter sofrido alterações relevantes após o período de paragem. Uma compreensão mais profunda desta questão é fundamental para os treinadores e cientistas do desporto envolvidos no planeamento e operacionalização diária de sessões de treino, a fim de ajudar a selecionar e a sequenciar, de uma forma mais adequada, o conteúdo e intensidade do treino ao longo da época competitiva.
Consciência corporal na educação física
Publication . Caldas, Rodrigo; Carvalho, Maria Luísa; Correia, Ana Luisa; Correia, Ana Luisa Rodrigues Figueira de Sousa
Resumo O artigo reflete a abrangência do conceito e a importância da Consciência Corporal no desenvolvimento integral dos jovens. Explora a urgência de uma correta perceção sensorial e do seu contributo na formação da Consciência Corporal expressa na qualidade da motricidade. Alerta para uma intervenção integrada em Educação Física, dando ênfase à necessidade de superar paradigmas tradicionais para promover uma compreensão abrangente das experiências motoras. Aborda a relevância pedagógica da Consciência Corporal, destacando como a Educação Física pode contribuir significativamente para o correto desenvolvimento do aluno. Através de uma abordagem teórica e prática, são sugeridas algumas situações, em diferentes matérias de ensino em Educação Física, visando contribuir para o desenvolvimento da Consciência Corporal dos alunos.
Walking football: potencialidades em contexto escolar na educação física - Motivação intrínseca
Publication . Nisa, Nuno; Alves, Adriano; Gaspar, Maria Arcanjo; Martins, Francisco; Pestana Martins, João Francisco; Rodrigues, Nuno; Rodrigues, Nuno; Gouveia, Élvio Rúbio; Gouveia, Élvio Rúbio; Gouveia, Elvio Rúbio; Gouveia, Elvio Rúbio
Resumo O Desporto é reconhecido como um meio de transformação do indivíduo, em que os Jogos Desportivos Coletivos, quando utilizados com coerência, podem desempenhar um papel fundamental nesse processo de acordo com Almada et al., (2008). De facto, é crucial adotar estratégias de ensino-aprendizagem que vão ao encontro das necessidades dos alunos, motivando-os para a prática desportiva e estimulando as suas tomadas de decisão e capacidades físico-motores segundo Gouveia et al, (2018). O objetivo deste estudo passou por averiguar o potencial aplicativo do Walking Football nas aulas de Educação Física na motivação de alunos dos 2º e 3º ciclos de ensino. Participaram neste estudo 64 indivíduos (27 do sexo feminino e 37 do sexo masculino), com idades entre 10 e 16 anos, pertencentes a 6 turmas de uma escola pública da Região Autónoma da Madeira. Todas as turmas foram submetidas a um protocolo de intervenção, que consistiu em: uma primeira aula experimental de Walking Football e posteriormente três turmas participaram em duas aulas de Jogos Reduzidos Convencionais e as restantes três turmas em duas aulas de Walking Football. Um questionário de avaliação da motivação foi aplicado em três momentos: no início da primeira aula e no final das segundas e terceiras aulas. Este questionário apresenta na sua estrutura 5 dimensões para a análise da motivação: Prazer, Perceção de Competência, Esforço, Tensão e Compromisso Futuro. Os resultados do estudo demonstraram que a implementação do Walking Football em contexto escolar teve um impacto positivo nas dimensões associadas à motivação dos alunos dos 2º e 3º ciclos de ensino. Futuros estudos sobre esta temática são necessários em diferentes populações e contexto para que tais resultados possam ser generalizados.
Inovação e tecnologia na educação física: propostas de promoção de hábitos saudáveis
Publication . Baeta, Marta; Silva, Luís; Coelho, Filipe; Rodrigues, Ana; Rodrigues, Ana
Os benefícios de uma prática de atividade física regular são amplamente reportados na literatura, nomeadamente na prevenção de patologias cardíacas, da diabetes tipo 2, e de cancro, estando igualmente associada a um melhor funcionamento cognitivo e ao bem estar (OMS, 2020). A Educação Física, afirma-se como crucial para promover um estilo de vida saudável e o desenvolvimento motor e cognitivo dos alunos (Dilshodovich, 2021). Neste contexto, o estudo propõe-se: (i) Apresentar propostas de intervenção que ajudem os alunos a adquirir hábitos saudáveis; (ii) Avaliar a perceção dos alunos sobre a utilização de aplicações digitais na Educação Física, e (iii) Refletir sobre a utilização das aplicações digitais na promoção da atividade física. Metodologicamente, durante 3 semanas acompanhou-se 34 alunos de ambos os sexos (idades entre 15 e 17 anos), sendo uma semana de controlo e duas semanas com o desenvolvimento de desafios. Os níveis de atividade física, foram quantificados através da aplicação digital (número de passos/dia). Constata-se reduzidos níveis de atividade física, claramente inferiores aos recomendados para populações pediátricas, aproximando-se apenas nos dias com aulas de Educação Física. Com o desenvolvimento de desafios, observou-se um incremento nos níveis de atividade física, atingindo os 25% nos dias útil e de 60% nos dias de fim de semana. O estudo também identificou que a utilização de aplicações digitais como o Stridekick potencializa a prática de atividade física, principalmente aos fins de semana. Pelo seu reduzido custo, facilidade de acessibilidade, pelo fornecimento de resultados afirmam-se como uma ferramenta de promoção da atividade física a equacionar pelo professor de Educação Física.