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- A Sketch of Madeira de Edward Vernon Harcourt: um diálogo cultural no Oceano Atlântico para a preservação da memóriaPublication . Pestana, Liliana Patrícia Felgueiras Lopes; Moniz, Ana Isabel Ferreira da Silva; Paolinelli, Luísa Marinho AntunesA localização estratégica no oceano Atlântico e o clima ameno destacaram a Ilha da Madeira nas cartografias náuticas europeias que, ao longo dos séculos tem atraído a atenção de cientistas, historiadores e escritores, tornando-se não só um destino turístico, como também tema principal de inúmeras obras científicas e literatura de viagens europeias, que fazem parte do nosso Património Bibliográfico. Neste sentido, a presente investigação pretende recuperar uma dessas obras literárias sobre a Ilha da Madeira, publicada no século XIX, intitulada A Sketch of Madeira: containing information for the traveller, or invalid visitor (1851), de Edward Vernon Harcourt, bem como as litografias de Susan Vernon Harcourt, sua mulher. Trata se de um testemunho relevante sobre uma ilha marcada pela imponência da sua paisagem, pelo mar e pela hospitalidade da sua gente, numa possível aproximação à abordagem das “Humanidades Azuis” e de uma exposição da cultura insular madeirense, no modo como o autor estabelece um diálogo cultural com a terra, o mar e os seus habitantes. Com esta dissertação, propomos ainda preservar a memória e identidade de um espaço insular, que se desenvolveu e se tornou global. As Humanidades, a partir dos estudos culturais, literários e históricos ocupam um lugar significativo neste debate, pela sua função de contar, descrever e preservar a História da humanidade. Neste sentido, esta dissertação incide ainda sobre o papel da Ilha, da insularidade e do mar no estudo dos ecossistemas, temas relevantes para as “Humanidades Ambientais”, uma abordagem contemporânea que, através de várias disciplinas científicas, refletem sobre a forma como o ser humano se relaciona com o mar.
- A ilha na poética de José Agostinho BaptistaPublication . Alves, Jorge Afonso Sousa; Moniz, Ana IsabelA presente dissertação centra-se na análise da poética de José Agostinho Baptista, com particular atenção em Canções da Terra Distante, obra que serve como ponto de partida para uma reflexão sobre o lugar que a ilha, entendida não apenas como recorte geográfico, mas sobretudo como experiência existencial, cultural e simbólica, ocupa no imaginário do poeta. A figura da ilha, recorrente na escrita de Baptista, articula-se com diferentes dimensões temáticas tais como o registo autobiográfico e memorialista, a evocação da infância, a presença da natureza e do mar como lugares de contemplação e de pertença e a dimensão elegíaca que atravessa a escrita como modo de expressão da distância e da perda. Assim, analisa-se a temática do exílio como uma extensão da experiência insular, traduzindo tanto o afastamento físico como a perceção de desenraizamento e de procura de retorno. Paralelamente, emergem reflexões sobre a modernidade, o turismo e a forma como estes transformam a experiência insular, revelando tensões entre preservação e mudança. Este estudo procura demonstrar como a ilha, em Canções da Terra Distante, se ergue como um espaço poético plural, capaz de integrar a memória, a identidade, o exílio e a experiência individual e coletiva, projetando a insularidade para além dos seus limites geográficos.
