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Orientador(es)
Resumo(s)
Consensual non-monogamies (CNM) have become increasingly visible in
psychological and clinical research, yet there remains a substantial gap in understanding
how these relational structures are perceived by mental health professionals with
advanced training in fields such as family therapy and sexology. This study aims to
explore the social representations held by family therapists, sexologists, and sex therapists
regarding CNM. To investigate these representations, a qualitative, non-experimental
approach was employed using the free word association method based on Abric’s Central
Nucleus Theory, with data collected online from a non-probabilistic sample of Portuguese
and Spanish therapists (N=156) and analysed through EVOC software. The analysis
revealed that “relational diversity”, and “freedom” were central social representations
across all Portuguese and Spanish professionals, while additional terms such as
“complexity,” “confusing,” and “consent” varied in prominence depending on
participants’ therapeutic experience and nationality. The results also suggest that while
“relational diversity” and “freedom” are core elements in the social representations of
CNM across samples, therapists without clinical experience working with CNM clients
tend to associate it more strongly with terms like “confusing” and “complexity”. These
results highlight the importance of including CNM-related content in therapist training
programs, promoting less stigmatizing and more informed representations. Direct clinical
exposure to these relationships may contribute to more sensitive, ethical, and informed
interventions in the therapeutic context.
As não-monogamias consensuais (NMC) têm vindo a se tornar cada vez mais visíveis na investigação psicológica e clínica, contudo persiste uma falta substancial de estudos para a compreensão de como estas estruturas relacionais são percebidas por profissionais de saúde mental com formação avançada em áreas como terapia familiar e sexologia. Este estudo visa explorar as representações sociais que os terapeutas familiares, sexólogos e terapeutas sexuais mantêm relativamente às NMC. Para investigar essas representações, foi empregue uma abordagem qualitativa, não-experimental, utilizando o método de associação livre de palavras baseado na Teoria do Núcleo Central de Abric, com dados recolhidos online a partir de uma amostra não-probabilística de terapeutas portugueses e espanhóis (N=156) e analisados através do software EVOC. A análise revelou que "diversidade relacional" e "liberdade" eram representações sociais centrais em todos os profissionais portugueses e espanhóis, enquanto termos adicionais como "complexidade", "confuso" e "consentimento" variaram em proeminência dependendo da experiência terapêutica e nacionalidade dos participantes. Os resultados sugerem também que, embora "diversidade relacional" e "liberdade" sejam elementos centrais nas representações sociais das NMC em todas as amostras, os terapeutas sem experiência clínica de trabalho com clientes NMC tendem a associá-las mais fortemente com termos como "confuso" e "complexidade". Estes resultados sublinham a importância de incluir conteúdos relacionados com NMC nos programas de formação de terapeutas, promovendo representações menos estigmatizantes e mais informadas. A exposição clínica direta a estas relações pode contribuir para intervenções mais sensíveis, éticas e informadas no contexto terapêutico.
As não-monogamias consensuais (NMC) têm vindo a se tornar cada vez mais visíveis na investigação psicológica e clínica, contudo persiste uma falta substancial de estudos para a compreensão de como estas estruturas relacionais são percebidas por profissionais de saúde mental com formação avançada em áreas como terapia familiar e sexologia. Este estudo visa explorar as representações sociais que os terapeutas familiares, sexólogos e terapeutas sexuais mantêm relativamente às NMC. Para investigar essas representações, foi empregue uma abordagem qualitativa, não-experimental, utilizando o método de associação livre de palavras baseado na Teoria do Núcleo Central de Abric, com dados recolhidos online a partir de uma amostra não-probabilística de terapeutas portugueses e espanhóis (N=156) e analisados através do software EVOC. A análise revelou que "diversidade relacional" e "liberdade" eram representações sociais centrais em todos os profissionais portugueses e espanhóis, enquanto termos adicionais como "complexidade", "confuso" e "consentimento" variaram em proeminência dependendo da experiência terapêutica e nacionalidade dos participantes. Os resultados sugerem também que, embora "diversidade relacional" e "liberdade" sejam elementos centrais nas representações sociais das NMC em todas as amostras, os terapeutas sem experiência clínica de trabalho com clientes NMC tendem a associá-las mais fortemente com termos como "confuso" e "complexidade". Estes resultados sublinham a importância de incluir conteúdos relacionados com NMC nos programas de formação de terapeutas, promovendo representações menos estigmatizantes e mais informadas. A exposição clínica direta a estas relações pode contribuir para intervenções mais sensíveis, éticas e informadas no contexto terapêutico.
Descrição
Palavras-chave
Consensual non-monogamy Social representations Family therapy Sexology Transcultural study Não-monogamia consensual Representações sociais Terapia familiar Sexologia Estudo transcultural Clinical Health Psychology and Wellbeing . Faculdade de Artes e Humanidades
