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Orientador(es)
Resumo(s)
Invasive rodents are among the main drivers of biodiversity loss on islands. Their
omnivorous diet includes plants, invertebrates, and occasionally vertebrates, producing
strong ecological impacts. On Madeira Island, the diet of Rattus rattus and Mus musculus
remains poorly studied, and the only previous work, based on morphological methods,
reported a generalist diet with no evidence of vertebrate predation.
Using a DNA metabarcoding approach, 49 samples were analysed (31 from Mus
musculus and 18 from Rattus rattus). A total of 78 dietary species were identified,
belonging to 60 families and 78 genera. Both rodents showed generalist feeding, but M.
musculus consumed more plants, while R. rattus fed mostly on invertebrates. Endemic
plants of conservation interest, such as Rubus bollei, Erica platycodon and Vaccinium
padifolium, were detected, together with invasive species like Acacia melanoxylon and
Ageratina adenophora. Several Madeiran endemic invertebrates were also recorded,
including Acalles oblitus, Calliptamus madeirae and Hipparchia maderensis. Vertebrate
DNA was not detected in the samples, but field observations suggest that predation events
may occasionally occur.
This study provides the first molecular baseline for rodent diet in Madeira and shows
potential impacts on both native and exotic taxa. By consuming endemic plants,
dispersing invasive species, and preying on invertebrate communities, rodents may
compromise habitat recovery, especially in the Ecological Park of Funchal, already
severely affected by wildfires. These results confirm that invasive rodents, through their
consumption of both animal and plant resources, are responsible for ecological changes
and highlight the need for directed conservation actions.
Os roedores invasores estão entre os principais responsáveis pela perda de biodiversidade em ilhas. A sua dieta omnívora inclui plantas, invertebrados e, ocasionalmente, vertebrados, produzindo fortes impactos ecológicos. Na ilha da Madeira, a dieta de Rattus rattus e Mus musculus continua pouco estudada, e o único trabalho anterior, baseado em métodos morfológicos, descreveu uma dieta generalista sem evidência de predação de vertebrados. A partir de 49 amostras, foram identificadas 78 espécies alimentares pertencentes a 60 famílias e 78 géneros. Ambas as espécies revelaram dietas generalistas, mas M. musculus consome mais plantas, enquanto R. rattus alimenta-se sobretudo de invertebrados. Foram detetadas espécies endémicas de interesse para a conservação, como Rubus bollei, Erica platycodon e Vaccinium padifolium, bem como espécies invasoras como Acacia melanoxylon e Ageratina adenophora. Também foram registados invertebrados endémicos da Madeira, incluindo Acalles oblitus, Calliptamus madeirae e Hipparchia maderensis. Não foi detetado DNA de vertebrados nas amostras, mas observações de campo sugerem que eventos de predação podem ocorrer ocasionalmente. Este estudo fornece a primeira referência molecular para a dieta de roedores na Madeira e evidencia impactos potenciais sobre espécies nativas e exóticas. Ao consumir plantas endémicas, dispersar espécies invasoras e predar comunidades de invertebrados, os roedores podem comprometer a recuperação dos habitats, especialmente no Parque Ecológico do Funchal, já fortemente afetado por incêndios. Estes resultados confirmam que os roedores invasores, através do consumo de recursos animais e vegetais, são responsáveis por alterações ecológicas e reforçam a necessidade de ações de conservação direcionadas.
Os roedores invasores estão entre os principais responsáveis pela perda de biodiversidade em ilhas. A sua dieta omnívora inclui plantas, invertebrados e, ocasionalmente, vertebrados, produzindo fortes impactos ecológicos. Na ilha da Madeira, a dieta de Rattus rattus e Mus musculus continua pouco estudada, e o único trabalho anterior, baseado em métodos morfológicos, descreveu uma dieta generalista sem evidência de predação de vertebrados. A partir de 49 amostras, foram identificadas 78 espécies alimentares pertencentes a 60 famílias e 78 géneros. Ambas as espécies revelaram dietas generalistas, mas M. musculus consome mais plantas, enquanto R. rattus alimenta-se sobretudo de invertebrados. Foram detetadas espécies endémicas de interesse para a conservação, como Rubus bollei, Erica platycodon e Vaccinium padifolium, bem como espécies invasoras como Acacia melanoxylon e Ageratina adenophora. Também foram registados invertebrados endémicos da Madeira, incluindo Acalles oblitus, Calliptamus madeirae e Hipparchia maderensis. Não foi detetado DNA de vertebrados nas amostras, mas observações de campo sugerem que eventos de predação podem ocorrer ocasionalmente. Este estudo fornece a primeira referência molecular para a dieta de roedores na Madeira e evidencia impactos potenciais sobre espécies nativas e exóticas. Ao consumir plantas endémicas, dispersar espécies invasoras e predar comunidades de invertebrados, os roedores podem comprometer a recuperação dos habitats, especialmente no Parque Ecológico do Funchal, já fortemente afetado por incêndios. Estes resultados confirmam que os roedores invasores, através do consumo de recursos animais e vegetais, são responsáveis por alterações ecológicas e reforçam a necessidade de ações de conservação direcionadas.
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Palavras-chave
Dieta Roedores invasores Rattus rattus Mus musculus DNA metabarcoding Madeira (Portugal) Diet Madeira Island (Portugal) Invasive rodents Applied Biology . Faculdade de Ciências da Vida
