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University of Madeira Institutional Repository
Recent Submissions
O contínuo das espécies e quando elas se encontram em Os Banshees de Inisherin
Publication . Fernandes, Carlos Jorge
Neste artigo, discute-se, em três momentos, o binômio humanidade animalidade, tendo por base, inicialmente, a noção agambeniana de “máquina
antropológica” com o objetivo de situar a perspectiva de análise adotada na compreensão
de que o ser humano tem sido forjado por meio de incessantes separações entre a
humanidade e a animalidade. Em um segundo momento, abre-se espaço para reflexões
que buscam compreender e superar a ideia da pretensa excepcionalidade humana diante
das demais formas de vida, uma vez que as relações de exploração que a humanidade tem
estabelecido com o meio ambiente fundam-se, exatamente, nesta falácia. Em um terceiro
momento, pensa-se de que forma e, em que medida, tais problematizações acerca do
binômio humanidade-animalidade podem ser exemplificadas, ou mesmo ampliadas, a
partir do filme Os Banshees de Inisherin. O filme em questão foi tomado como um
artefato cultural com potencial para sustentar reflexões sobre as relações humanas com o
meio ambiente, em geral, e com espécies companheiras, em particular. A análise da
presença animal no referido filme, especialmente na figura da jumentinha Jenny, revela
como os vínculos entre humanos e animais não humanos ultrapassam os limites da
convivência utilitária, expondo mundos compostos por afetos, histórias e co-existências
éticas.
Quando a cidade se torna imagem: o papel do cinema na construção da memória urbana
Publication . Oliveira, Cristiane Alves de
Este artigo propõe uma reflexão sobre a memória urbana a partir das
representações cinematográficas, com foco na cidade de São Paulo retratada no filme São
Paulo, Sociedade Anônima (1965), de Luís Sérgio Person. A pesquisa investiga como as
imagens em movimento vão além da função documental, assumindo um papel ativo na
construção de sentidos e afetos sobre a cidade. Através da análise da narrativa visual e
simbólica do filme, discutem-se os modos pelos quais o cinema contribui para a formação
da memória coletiva, revelando camadas sociais, históricas e subjetivas do espaço urbano.
A cidade, neste contexto, deixa de ser pano de fundo e assume o papel de personagem,
configurando-se como um organismo vivo em constante transformação.
Pascal Amanfo’s Nation Under Siege (2013) as an ideological discourse in the management of Boko Haram Insurgence in Nigeria
Publication . Oyewo, Adewale Christopher; Sesan, Azeez Akinwumi
The persistence of violence in Nigeria’s socio-political space has called for
critical interventions of government and other stakeholders with a view to finding
solutions from ideological and combative fronts. Nollywood filmmakers have been
consistently intervening in national discourses aimed at ushering in peace and national
cohesion through the subject matter and themes of their films. Pascal Amanfo’s Nation
Under Siege (2013) is one of the Nollywood films that have intervened in ideological
discourse aimed at sustainable peace in Nigeria. With the tenets of psychoanalysis, the
article critiques the film’s focus on Boko Haram insurgents. With content analysis, the
article found that the film highlights the operative strategies of the insurgents and the
ineptitude of the government in the fight against them. The film, however, upholds the
view that ideological warfare should also be engaged in the fight against the insurgents
as underlined in the characterisation and role of Lina, a prostitute in the film. With the
topicality and relevance of the film to ideological discourse, Nollywood has come of age
considering the quality of its story and boldness to take risk in the face of state censorship.
L’expérience vécue en Antarctique dans les films et séries du XXIᵉ siècle : réalisation de soi, dimension mystique, subjectivité féminine
Publication . Gras, Aurélien; Radicchi, Gerusa de Alkmim
L’Antarctique au cinéma est un objet de recherche qui a, jusque-là, été peu
étudié. Cet article adopte une approche phénoménologique qui vise à montrer que
l’expérience vécue sur ce territoire, telle que présentée dans les films (de fiction, mais
surtout documentaires) et séries du XXIᵉ siècle, est structurée par trois axes principaux.
Le premier est la réalisation personnelle. Il peut s’agir de relever un défi propre à se
dessaisir des verdicts blessant l’ego et à recouvrer une pleine confiance en soi, d’édifier
une éthique réglant la conduite de sa vie, ou encore de trouver de quoi vivifier son art.
Mais, second axe, l’expérience contemporaine du Continent blanc connaît également un
versant mystique. A ce titre, l’expérience dans les productions audiovisuelles étudiées
peut être davantage méditative, cosmique, sur un mode immanent, ou plutôt commandée
par des affects religieux ; des formes de miracle peuvent également éclore. Enfin, le
dernier point du présent article concerne l’expérience féminine. Le genre influence
sensiblement le vécu en Antarctique. Certains films analysés peuvent travailler, sur le
plan fictionnel, à l’émancipation d’une femme, tandis que d’autres documentent
l’évolution, encourageante, de l’expérience féminine sur ce territoire. Des questions
afférentes sont traitées, notamment la maternité et le harcèlement sexuel.
Cine y territorio de encierro: imágenes del cine de Jean Genet
Publication . Verdugo Salinas, Carla
Esta propuesta tributa a la apertura interdisciplinaria ante la complejidad del
cautiverio humano como régimen de existencia que se formaliza en un estatuto territorial
y un repertorio de imágenes cinematográficas. Sobre la idea de encierro pesa una lógica
de obliteración a nivel discursivo, simbólico y epistemológico; en gran medida se concibe
a partir de la experiencia sensible del cine, cuyas pautas demagógicas de figuración
sintomática lo presenta y representa como un hecho irrevocable y no como obra humana,
un elemento de la historia. La inmovilidad del encierro inscribe el cuerpo al mandato de
la ley y en impracticabilidad del territorio; la abundancia de la imagen representacional
acota la posibilidad de pensarse a sí. Para superar esta contrición, surge el relato que
deserta del orden: El lenguaje cinematográfico de Jean Genet desborda experiencia vital,
intelectual, hidiosincrática y una política de uso y modelización del territorio de encierro
como un lugar global.
