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- Fatores de risco para ideação suicida: um estudo na Região Autónoma da MadeiraPublication . Castro, Ana Beatriz da Silva e; Faria, Ana Lúcia dos Santos; Borges, José ManuelO suicídio é um problema significativo de saúde pública que afeta famílias e comunidades por todo o mundo, superando várias outras causas de mortalidade, como doenças infeciosas e violência. Entre os diversos preditores conhecidos, a ideação suicida assume particular relevância por representar um fator central na transição para comportamentos suicidários consumados. Este estudo teve como objetivo analisar, quais das seguintes variáveis - sintomas depressivos, eventos adversos na infância, estratégias de coping e funções executivas - melhor explicam a ideação suicida em uma amostra clínica de indivíduos com ideação suicida, da Região Autónoma da Madeira. A amostra incluiu 31 participantes recrutados na Consulta de Prevenção do Suicídio do Serviço de Psicologia do SESARAM, E.P.E. (21 com ideação; 10 controlo/sem ideação), utilizando os seguintes questionários e instrumentos de avaliação: Questionário de Dados Demográfico, Escala Brief COPE, Trail Making Test (TMT), Índice de Risco de Suicídio (IRIS), Inventário de Depressão de Beck II (BDI II), Questionário de Experiências Adversas na Infância – Versão Reduzida (ACE). Os resultados mostraram risco suicidário significativamente superior no grupo experimental (com ideação). Embora não tenham surgido diferenças significativas entre grupos no questionário de EAI, coping, sintomas depressivos ou TMT, as análises intra-grupos revelaram que no grupo experimental maior tempo de realização no TMT-B estava associado a maior risco de suicídio. Adicionalmente, um maior número de experiências adversas na infância, relacionou-se com pior desempenho atencional. No grupo de controlo, a adversidade precoce associou-se a estratégias de coping focadas na emoção, enquanto estratégias de coping orientadas para resolução de problemas surgiram como fator protetor. Em síntese, os resultados reforçam a importância de integrar variáveis cognitivas, clínicas e contextuais na avaliação do risco suicidário, destacando a flexibilidade cognitiva e o coping adaptativo como alvos prioritários de intervenção. Assim, sugere-se a implementação de programas multidisciplinares de prevenção, ajustados ao contexto regional, e a realização de futuros estudos com amostras mais alargadas e representativas.
