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Fatores de risco para ideação suicida: um estudo na Região Autónoma da Madeira

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Resumo(s)

O suicídio é um problema significativo de saúde pública que afeta famílias e comunidades por todo o mundo, superando várias outras causas de mortalidade, como doenças infeciosas e violência. Entre os diversos preditores conhecidos, a ideação suicida assume particular relevância por representar um fator central na transição para comportamentos suicidários consumados. Este estudo teve como objetivo analisar, quais das seguintes variáveis - sintomas depressivos, eventos adversos na infância, estratégias de coping e funções executivas - melhor explicam a ideação suicida em uma amostra clínica de indivíduos com ideação suicida, da Região Autónoma da Madeira. A amostra incluiu 31 participantes recrutados na Consulta de Prevenção do Suicídio do Serviço de Psicologia do SESARAM, E.P.E. (21 com ideação; 10 controlo/sem ideação), utilizando os seguintes questionários e instrumentos de avaliação: Questionário de Dados Demográfico, Escala Brief COPE, Trail Making Test (TMT), Índice de Risco de Suicídio (IRIS), Inventário de Depressão de Beck II (BDI II), Questionário de Experiências Adversas na Infância – Versão Reduzida (ACE). Os resultados mostraram risco suicidário significativamente superior no grupo experimental (com ideação). Embora não tenham surgido diferenças significativas entre grupos no questionário de EAI, coping, sintomas depressivos ou TMT, as análises intra-grupos revelaram que no grupo experimental maior tempo de realização no TMT-B estava associado a maior risco de suicídio. Adicionalmente, um maior número de experiências adversas na infância, relacionou-se com pior desempenho atencional. No grupo de controlo, a adversidade precoce associou-se a estratégias de coping focadas na emoção, enquanto estratégias de coping orientadas para resolução de problemas surgiram como fator protetor. Em síntese, os resultados reforçam a importância de integrar variáveis cognitivas, clínicas e contextuais na avaliação do risco suicidário, destacando a flexibilidade cognitiva e o coping adaptativo como alvos prioritários de intervenção. Assim, sugere-se a implementação de programas multidisciplinares de prevenção, ajustados ao contexto regional, e a realização de futuros estudos com amostras mais alargadas e representativas.
Suicide is a significant public health concern that affects families and communities worldwide, surpassing several other causes of mortality such as infectious diseases and violence. Among the various known predictors, suicidal ideation is particularly relevant as it represents a central factor in the transition to suicidal behaviours. The present study aimed to examine which of the following variables—depressive symptoms, adverse childhood experiences, coping strategies, and executive functions—best explain suicidal ideation in a clinical sample of individuals with suicidal ideation from the Autonomous Region of Madeira. The sample included 31 participants recruited from the Suicide Prevention Consultation at the Psychology Service of SESARAM, E.P.E. (21 with suicidal ideation; 10 controls/without ideation), and the following questionnaires and assessment tools were administered: Demographic Data Questionnaire, Brief COPE Scale, Trail Making Test (TMT), Suicide Risk Index (IRIS), Beck Depression Inventory-II (BDI II), and the Adverse Childhood Experiences Questionnaire – Short Form (ACE). The results indicated significantly higher suicide risk in the experimental group (with ideation). Although no significant group differences were found in ACE, coping, depressive symptoms, or TMT, within-group analyses revealed that, in the experimental group, longer completion time on the TMT-B was associated with higher suicide risk. In addition, a greater number of adverse childhood experiences were related to poorer attentional performance. In the control group, early adversity was associated with emotion-focused coping strategies, whereas problem-solving coping strategies emerged as a protective factor. In summary, the findings reinforce the importance of integrating cognitive, clinical, and contextual variables in the assessment of suicide risk, highlighting cognitive flexibility and adaptive coping as key targets for intervention. Accordingly, the implementation of multidisciplinary prevention programmes tailored to the regional context is recommended, alongside future studies with larger and more representative samples.

Descrição

Palavras-chave

Ideação suicida Risco de suicídio Flexibilidade cognitiva Coping Experiências adversas na infância Saúde mental Região Autónoma da Madeira Madeira (Portugal) Suicidal ideation Suicide risk Cognitive flexibility Adverse childhood experiences Mental health Madeira Autonomous Region Psicologia da Saúde e Bem-estar . Faculdade de Artes e Humanidades

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