Percorrer por autor "Castro, Romy"
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- Aos meus filhosPublication . Cantante, Celeste; Castro, Romy; Gonçalves, Balbina; Machuca, Jaqueline Castilho; Neder, Cristiane Pimentel; Dias, Teresa NortonDurante a pandemia que a todos afetou, Jean Mendonça, produtor e diretor de cinema, natural do Brasil, viveu o confinamento só, longe dos seus mais queridos. Com a vontade exasperada de se aproximar dos filhos partiu para uma mensagem cinematográfica, simbólica, que lhes dedicou. Aos meus filhos tem a duração de quinze minutos e retrata momentos do seu quotidiano confinado, desde a rotina de um duche matinal, a um telefonema na tentativa frustrada para, com o filho de 10 anos, jogar online.
- Instalar in situ: uma experimentação concetual para se olhar através da terraPublication . Castro, RomyFocados na materialidade da arte - no uso transfigurador das matérias -, examinaremos a estratégia artística associada à Instalação A Terra como Acontecimento exposta no Museu Amadeo de Souza Cardoso, para pensar novas relações da arte com a Terra, o horizonte último da experiência Humana. Instalar toneladas de carvões, no raso do chão/pedra, implica uma ação in situ, experienciando e transformando a especificidade geográfica, arquitetónica e espiritual do local de acolhimento, num posicionamento onde a instalação produzida, implica uma espécie de dobrado do espaço-tempo, e a inserção dos que a visitam cria novas formas de pensar/sentir, politicamente ativas. As matérias expostas, na sua natureza geológica de substância, dotadas de uma histórica singular, que liga o carvão à exploração mineira e à produção de energia, base da industrialização moderna. Esse carvão negro e frio, sendo o efeito do trabalhar milenar da natureza, contem invisivelmente energia e luz que pode ter usos mais humanos - uma energia que alimente a vida e a ilumine. Daí a introdução de matérias lumínicas-néons, que parecem posicionar-se nas antípodas do carvão, soterrados nessa matéria bruta, deixam emergir outras formas de luz e permitem outros destinos para as matérias/territórios.
- A terra como acontecimentoPublication . Castro, RomyDepois de termos apreendido várias perspetivas extensionais de Terra/Espaço, e de termos capturado diferente matérias da Terra, que se aprofundaram e se disseminaram no nosso projeto artístico pessoal, designado “A Terra Como Acontecimento”, construído nas dimensões de pintura, instalação, fotografia e filme, parte-se agora para uma continuidade do discurso metodológico, aquela que aproxima a picturalidade de conotações ontológicas com o espaço e com a matéria, determinando assim, a criação de novas fronteiras-limite, isto é, determinando um encontro de desterritorialização entre geografia, topologia e filosofia. Conceitos espaciais particularmente significativos param a reflexão sobre as artes contemporâneas em geral e sobre a nossa arte em específico; como forma de articular os limites espaciais com que a arte se confronta, especialmente esta arte com matérias da Terra, e como forma de balizar concetualmente a distribuição das imagens do pensamento no espaço, para estabelecer o seu desenho e o inscrever posteriormente numa análoga articulação, a que apreende potencialmente a espacialidade dentro de outra reflexão, a geofilosófica, permitindo deste modo que a ideia de substância de mundo se torne no fio condutor para a inscrição destas noções no nosso ensaio.
- A terra como acontecimento (2012)Publication . Castro, Romy
- A Terra como Acontecimento IIPublication . Castro, RomyO projecto artístico e geofilosófico “A Terra como Acontecimento” na sua vertente cinematográfica opera uma problematização da relação à Terra e à natureza. Trata-se de um projeto transdisciplinar que, pela sua essência, leva à aparição de novas imagens da Terra, questionando a noção de território, historicamente e etologicamente marcada. Sente-se crescentemente que a lógica territorial que captura a terra está a chegar a um momento crítico, de que a crise climática e a entrada no Antropoceno são um indício importante. No filme “A Terra como Acontecimento II” pelo seu uso das matérias, pela transdução das artes que desenvolve, opera uma desterritorialização acentuando a deslocalização das matérias e interrogando-as na sua originalidade quase pré-humana. Apenas o cinema tem a capacidade de desterritorializar a lógica das fronteiras históricas, sem reterritorialização ilusória. A aparição da terra na sua elementaridade tal como o cinema lhe dá lugar sem a dominar, cruzada com frases também elas nomádicas, que pontuam o vídeo, abre possibilidades políticas para o pensar da relação com a Terra e a comunidade dos que nela habitam. Está em causa uma expressão criativa que pretende intervir e dar visibilidade a outras possibilidades do habitar da Terra. Mas que visa igualmente um outro propósito mais amplo, chamar a atenção para o lugar do homem na história planetária, porque o momento é decisivo, e conferir o máximo de lucidez quanto aos riscos que impendem.
- A Terra como Acontecimento. A pintura interpelada pelo cinema em torno do filme A Terra como AcontecimentoPublication . Castro, RomyEsta comunicação inscreve-se num projeto em curso sobre as matérias da “Terra” que se tem desdobrado na investigação dos materiais, no espaço pictural e na instalação, intitulado “A Terra como Acontecimento”. A recusa intencional da representação e narratividade, o uso das matérias tendem a abalar as fronteiras dos géneros. Por exemplo, a acumulação das tintas leva a uma espessura que a torna numa quase escultura. Dada a essencial mudez das artes plásticas a transposição para o cinema das 3 séries em que se desdobra este projecto cria um espaço outro que originando-se na pintura a alegoriza criando uma espécie de “nova-terra” (Deleuze), que prolonga o pictural geoesteticamente. Trata-se de um duplo movimento, da pintura para o cinema e vice-versa, que ilumina a pintura revelando a natureza do acontecimento da terra. A possibilidade de um habitar outro que começa sempre num retorno ao mais arcaico, ou seja, “A Terra como Acontecimento”. A terra arcaica produzida é bem reveladora das estratégias de poder que milenarmente a procuram dominar.
- Um fazer-da-imagem em BergmanPublication . Castro, RomyNeste ensaio sobre cinema, pretendemos explorar concetualmente, o modo de fazer-da-imagem em Bergman, através de interações contemporâneas que permitem uma incorporação na experiência cinematográfica do realizador, tendo como base para criar novos entendimentos e perspetivas, a realidade apreendida das imagens-movimento do cineasta. A imagem que está sempre presente nas obras, coincide com a objetualidade das suas vivências existenciais, que se relacionam com o contexto em que ocorrem, caraterizando as mesmas com um novo modo de abordagem simbólica, onde predominam “close-ups” intensos e fusões que criam expressões específicas, que visam incorporar outras experimentações, para mostrar as questões fundamentais da experiência humana, o que torna o cinema mais autêntico, realista, possibilitador e contemporâneo, porque só o cinema, enquanto objeto de perceção e representação, possibilita o novo fazer da imagem, tornando-a linguagem universal no devir artístico deste fazer. Interrogaremos este conceito de fazer-da-imagem, uma fórmula de Samuel Beckett, seguida de considerações por Deleuze, a partir do cinema de Ingmar Bergman, revelando como a estética do realizador imprime no ecrã um novo realismo nas imagens, que apela aos sentidos, por meio de estratégias experimentais inovadoras, que suscitam o envolvimento emocional dos espetadores, num provocar que estimula afetivamente, o pensamento crítico
