Percorrer por autor "Gaspar, A."
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- A caraterização dos níveis de atividade física dos alunos no horário escolarPublication . Ferreira, C.; Sousa, D.; Sousa, Duarte; Gaspar, A.; Martins, F.; Gouveia, E. R.; Gouveia, Elvio RúbioResumo O presente estudo teve como objetivo descrever os níveis de atividade física dos alunos durante o horário escolar, analisar as variações em função do género e da idade e avaliar o contributo das aulas de Educação Física para o cumprimento das recomendações diárias de atividade física. Para tal, foram analisados dados de 63 alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, utilizando acelerómetros para medir os níveis de atividade física moderada a vigorosa (AFMV), atividades leves e comportamentos sedentários em dois contextos distintos: dias com e sem aulas de Educação Física. Os resultados demonstraram que, em dias sem aulas de Educação Física, o tempo sedentário predominou, correspondendo a 80% do período escolar, enquanto a prática de AFMV foi limitada a 10,7%. Em contrapartida, nos dias com aulas de Educação Física, o tempo sedentário diminuiu para 68,4%, e a média de AFMV aumentou significativamente, atingindo 64,91 minutos por dia, valor próximo das recomendações da Organização Mundial da Saúde. Diferenças significativas foram também observadas em função do género, com os rapazes apresentando níveis mais elevados de AFMV em comparação com as raparigas, e em função da idade, com as crianças mais novas a serem mais ativas do que os adolescentes. Conclui-se que as aulas de Educação Física são essenciais para a promoção da atividade física durante o horário escolar, desempenhando um papel fundamental na redução do comportamento sedentário e no aumento da AFMV. Este estudo reforça a importância de políticas escolares que priorizem a Educação Física como meio de promover estilos de vida saudáveis entre crianças e adolescentes.
- Contributos do modelo de competência no ensino dos jogos desportivos de invasão nas aulas de educação físicaPublication . Quintal, T.; Oliveira, R.; Gaspar, A.; Oliveira, R.; Pestana, M.; Gouveia, E.Este estudo tem por objetivos descrever o Modelo de Competência nos Jogos Desportivos Coletivos de Invasão (MCJDCI) e discutir os seus contributos no ensino dos jogos. Os jogos ocupam um lugar de destaque no curriculum da Educação Física. Isto deve-se sobretudo ao facto dos jogos terem um valor próprio que extravasa aspectos sociais, culturais e morais da sociedade. Contudo, o tratamento pedagógico dado aos jogos é problemático. Além dos jogos serem ensinados à margem dos requisitos e qualidades que perfazem a ideia do lúdico (o jogo), as aulas são caracterizadas por abordagens sequenciais, superficiais, descontínuas. Neste sentido, o MCJDCI apresenta um grande potencial no combate às problemáticas apresentadas. Os estudos revelam que uma abordagem centrada no MCJDCI, além de incrementar a responsabilidade e autonomia nos alunos, torna-os melhores ao nível da execução das habilidades, decisões táticas e envolvimento em jogo. No entanto, mais investigação sobre o MCJDCI em diferentes contextos e atividades de ensino são necessárias para melhor perceber o impacto do MCJDCI no contexto da Educação Física.
- Propostas de intervenção para aumentar a atividade física nos intervalos escolaresPublication . Sousa, Duarte; Ferreira, C.; Gaspar, A.; Martins, F.; Gouveia, E. R.; Gouveia, Élvio RúbioA promoção da atividade física durante os intervalos escolares poderá ser uma estratégia essencial para combater o sedentarismo, melhorar a saúde física e mental e potencializar o desempenho académico dos alunos. O presente estudo tem como objetivo propor estratégias eficazes para a promoção da atividade física nos intervalos escolares, visando a melhoria da saúde, bem-estar e desempenho académico dos estudantes. A partir da análise de diversas intervenções em diferentes contextos educacionais, identificaram-se evidências consistentes de que pausas ativas, curtas e regulares, realizadas dentro ou fora da sala de aula, contribuem para o aumento dos níveis de atividade física, melhoria da atenção, memória, aptidão física e comportamento em sala. Intervenções baseadas em tecnologia mostraram-se eficazes na motivação e envolvimento dos alunos, enquanto adaptações contextuais e a participação dos professores foram cruciais para o sucesso das ações. As abordagens mais atrativas incluíram atividades lúdicas, dinâmicas e adaptadas à idade e ao espaço disponível. Conclui-se que a integração de estratégias diversificadas e sustentadas no ambiente escolar pode promover hábitos saudáveis e impactar positivamente o desenvolvimento físico, cognitivo e social das crianças.
