Percorrer por autor "Castro, Fernanda de"
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- O espiritismo nos autores madeirenses da primeira metade do século XX: de Reis Gomes a Vasco Mimoso, entre ciência, cristianismo e fenómenos psíquicos ocultosPublication . Castro, Fernanda de; Paolinelli, Luísa M. Antunes; Marinho Antunes Paolinelli, LuisaSe a Europa do fim do século xix e início do século xx, por um lado, se interessava pela ciência psicológica e pela pesquisa científica relacionada com a elaboração de conceitos como saúde, saúde mental, doença, terapia, normalidade psíquica, anormalidade, histeria, demência, entre outros, por outro, sentia a atração por áreas como a parapsicologia e o espiritismo. Na realidade, cultura científica e parapsicologia não raro conviviam, numa tentativa de explicar o homem nos seus aspetos mais recônditos, mais dúbios. Esta aproximação entre cultura psicológica e parapsicologia atraiu, de forma diferenciada, diversos autores, quer na conceção de tramas, ambientes e personagens, quer, no caso de escritores europeus, como Pirandello ou Fogazzaro, e de madeirenses, como o mais conhecido Reis Gomes e o diretor de A Regeneração, Vasco Mimoso, num interesse comum pela ciência, pelo misticismo e pela parapsicologia que os levou a dirigir a tensão gnoseológica para a análise e o estudo da parte menos clara e visível do humano.
- A ironia e a distopia em O Cão e os Caluandas, de Pepetela e O Último Voo do Flamingo, de Mia CoutoPublication . Castro, Fernanda deA literatura tem vindo a assumir o papel de consciencialização e (re)construção nacional, explorando a busca da unificação e afirmação das identidades de países outrora colónias portuguesas, tanto no período colonial, como no pós-revolução. Como mecanismo de desconstrução, a ironia atravessa o discurso histórico-cultural e literário nos romances O Cão e os Caluandas (1985), de Pepetela e O Último Voo do Flamingo (2000), de Mia Couto. Estas obras repensam a complexidade da realidade pós-colonial em Angola e Moçambique sob o signo da distopia. Ao refletir sobre os não-ditos da História oficial, Pepetela e Mia Couto alegorizam a desconstrução do herói e a descrença das utopias fracassadas através da poética do desencanto subversivo.
